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Placas V.A. – Aparelho
dentário para fisioterapia por cinesioterapia
dos músculos mastigadores e faciais.
Variação
do aparelho placas planas com pistas oclusais,
encapsulamento de todos os dentes e com retenção
adicional por grampos de contenção
do tipo Benac ou Seta.
Consiste em placas duplas simples, porém
encapsulando todos os dentes das duas arcadas,
inclusive os anteriores, o que reduz sensivelmente
as modificações de posicionamento
dentário passíveis de ocorrer com
o uso de outras aparatologias com adição
das pistas oclusais e de grampos de retenção.
Possui
alguns diferenciais com os aparelhos até
aqui usados em DTM principalmente por poder ser
usada como meio para fisioterapia e condicionamento
muscular, procedimentos que a cada dia se mostram
mais úteis no tratamento das DTMs.
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Vista
da relação entre as pistas. |
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Vista da pista superior. |
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Vista
da pista inferior. |
A
adição das Pistas Oclusais tem as
seguintes funções:
- Manter os músculos na posição
de repouso ou Dimensão Vertical de Repouso
Muscular e em Relação Cêntrica;
- Guiar os movimentos bordejantes da mandíbula,
eliminando ou minimizando desvios. Estes desvios
serão eliminados na maioria das vezes,
mesmo nos casos de Deslocamento do Disco Sem redução,
alguns Desvios de Forma etc. Não conseguiremos
eliminá-los nos casos de Anquilose, Impedância
do Processo Coronóide, Adesões,
Fibrose Capsular, Contratura Miofibrótica,
Desordens de Crescimento e Desenvolvimento e Edemas
das Estruturas capsulares;
- Se montadas criando ângulos predeterminados
com o Plano Oclusal, criará modificação
não compulsória da posição
de fechamento mandibular, modificando a relação
côndilo/fossa, como por exemplo, projetar
a mandíbula, deixando-a em uma posição
mais estável para os côndilos e relaxante
para os músculos. Cabem aqui considerações
a respeito desta manobra que vários autores
preconizam e que é conhecida pela Ortopedia
Maxilar como “Mordida Construtiva”
e vem por esta Ciência sendo usada para
a correção dos problemas ortopédicos
a mais de 100 anos com poucos relatos de Contratura
Miostática tendo sido esta observada apenas
nos Pacientes que por algum motivo pessoal, como
por exemplo, trauma psicológico por sua
condição estética, usam o
aparelho ortopédico por praticamente 24hs.
por dia, mas que, como toda a Contratura desta
natureza, é indolor e de resolução
simples;
- Deixar livres de quaisquer guias os movimentos
mandibulares. Tal como ocorre com a mandíbula
do recém nato o que, em teoria, tende a
estimular de forma mais efetiva a cicatrização
dos tecidos retrodiscais e formação
de tecido não vascularizado e inervado
(Gaspard,1978; Moffet,1966), eliminando a sensibilidade
decorrente da Retrodiscite;
- A montagem das pistas levando a mandíbula
ao fechamento em posição mais anterior
e que por acontecer sem “obrigar”
ao fechamento na nova posição, portanto
de forma suave e assim “Progressiva”,
pode ser usada na diminuição de
“Clique” de alto volume que esteja
causando incômodos ao Paciente, comuns no
Deslocamento do Disco sem Redução.
Manobra a ser feita com muita atenção,
para evitar a perfuração Disco Articular;
- A principal diferenciação das
Placas V.A é que estas podem ser usadas
como instrumento para exercícios fisioterápicos
pois permitem que prescrevamos exercícios
de movimento, que graças a Graduação
de Esforço de Movimentação
Muscular nos possibilita aplicar o “ Princípio
de Inibição Recíproca”;
- A contração forçada de
músculos agonistas causa relaxamento reflexo
de músculo antagonista, o que explica o
relaxamento e a diminuição da dor
conseguidas após os exercícios cinesioterápicos
efetuados com as placas . Baseado neste princípio,
concluímos ser seu uso útil na maioria
dos casos de dor muscular em DTM.
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