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ESTÍMULOS DA AMAMENTAÇÃO.

Como
ter certeza de que estamos oferecendo ao bebê
tudo o que ele precisa para seu desenvolvimento
sadio? É fundamental conhecer como se desenvolve
o organismo humano desde o seu nascimento e quais
são os fatores que estimulam ou prejudicam
o seu desenvolvimento.
Conhecer o normal é condição
básica, parâmetro para saber definir
aquilo que não é normal. Essa comparação
nos permite identificar rapidamente um problema,
podendo saná-lo antes que uma situação
pior se instale ou amenizar alguma já existente.
Todo bebê se desenvolve sob a presença
e interferência de dois estímulos:
o genotípico e o paratípico. Sempre.
O estímulo genotípico é toda
a característica genética herdada
dos pais pelo bebê. Não é
possível, ainda, alterá-los após
o nascimento. O sexo, a raça, a estrutura
do crânio e algumas anomalias, por exemplo,
são determinados por esses estímulos.
O estímulo paratípico é toda
a influência que o organismo do bebê
sofre decorrente do meio em que ele vive. Nesse
é possível intervir para torná-lo
favorável a um perfeito desenvolvimento.
O tipo de parto, hábitos, tipo e modo de
alimentação, são exemplos
de estímulos que atuam no crânio
e determinam as respostas de desenvolvimento relacionadas
ao sistema respiratório, mastigatório,
da simetria facial, da fala e da postura corporal.
Da união desses dois estímulos resulta
o fenótipo do bebê, ou seja, as características
exclusivas que cada bebê possui e as quais
o tornam um ser humano único, um indivíduo.
E essa individualidade precisa ser respeitada.
Segundo Planas,1997: "Seja qual for o genótipo,
se o desenvolvimento se realiza sob influências
paratípicas normais, o resultado será
um fenótipo normal. Se, pelo contrário,
as influências paratípicas são
patológicas, o fenótipo ou indivíduo
será anormal ou patológico. "
Saber que podemos facilitar o desenvolvimento
do bebê, oferecendo à ele os estímulos
que lhe proporcionem perfeita função
e estética é uma importante informação.
Do mesmo modo, estaremos complicando o seu desenvolvimento
no momento em que lhe oferecemos estímulos
inadequados e inoportunos, como, por exemplo,
o uso de chupetas e mamadeiras.
Assim sendo, necessitamos reconhecer os estímulos
adequados. Como, quando e porque utilizá-los.
Smith em 1772, há mais de duzentos anos,
verificou que anualmente mais da metade das crianças
nascidas em Londres morria antes de completar
dois anos de idade. Observou também que
a grande maioria das sobreviventes não
chegava aos cinco anos. Já naquela época
ele não tinha dúvidas sobre as causas
dessa chocante mortalidade e alertava: "As
infecções bucais e as cólicas
intestinais são doenças artificiais
e ambas totalmente ocasionadas por comida imprópria,
como todos os tipos de papas... Deixe-me, então,
pedir àqueles que são desejosos
de cuidar de seus filhos, para não roubá-los
do seio natural. Se eles desejam saúde
e beleza aos bebês, que deixem suas mães
amamentá-los."
E como estava certo... Mas será que as
pessoas sabem como e o que realmente é
amamentar?
O
QUE É A AMAMENTAÇÃO ?
É
o "fechamento" natural do ciclo da gravidez
e do parto, segundo G.D de Carvalho, 2001.
Assim
como a gravidez e o tipo de parto, a amamentação
também deve ser bem orientada e acompanhada
por profissionais experientes e pessoas aptas
a dar todo apoio necessário à mãe
e ao pai, para que eles consigam levar esse período
tão fundamental de desenvolvimento do bebê
até o tempo necessário.
Na realidade, a amamentação é
a sua preparação para a vida. Sabe-se
que a continuidade do desenvolvimento sadio do
bebê depende dos estímulos recebidos
por ele enquanto mama no peito.
De acordo com os princípios da RNO - Reabilitação
Neuro Oclusal (método de tratamento odontológico
das lesões orofaciais) a maioria, senão
todas as lesões que comprometem o sistema
mastigatório, como apinhamento dental,
cáries, assimetria facial, problemas das
ATMs, periodontites, etc. são desenvolvidas
durante o primeiro ano de vida e podem ser facilmente
evitadas nesse período.
Durante o tempo de mamada, estão sendo
oferecidos ao bebê afeto, nutrição
e os estímulos primordiais e essenciais
para que todo o seu organismo se desenvolva com
função plena. Ela precisa ser em
livre demanda, ou seja, quando e enquanto o bebê
solicitar, respeitando a sua individualidade.
É preciso que a mãe que deseja amamentar
pense em como fazê-lo, procurando orientação
adequada durante a gestação e também
após o parto.
A
IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO
EM LIVRE DEMANDA
Todo
bebê nasce com duas necessidades básicas.
Uma é fisiológica, voltada para
o alimento que é o leite materno. A
outra é neural de trabalho muscular, que
é o violento impulso de sucção
que o bebê possui. Durante
o aleitamento materno, e somente no processo correto
de amamentação, essas duas necessidades
são supridas.
A constituição de leite ideal para
a nutrição do recém-nascido
é a do leite materno. O único leite
que, além de ser bactericida, durante o
tempo de mamada vai se alterando e se enriquecendo
em sua composição nutritiva, oferecendo
ao bebê tudo o que ele precisa, desde água,
proteínas, anticorpos, carboidratos, sais
minerais, vitaminas, glóbulos de gordura,
endorfina que auxilia a suprimir a dor, entre
outras substâncias, como o fator bífido,
que impede o crescimento no intestino do bebê
de bactérias que causam a diarréia.
Portanto, não existe leite materno fraco.
Além de proporcionar ao leite mais nutrientes,
o tempo de mamada permite que o bebê ordenhe
o peito da mãe saciando o seu instintivo
impulso neural de trabalho muscular.
Durante o movimento de ordenha que o bebê
realiza ao mamar, as estruturas responsáveis
pela respiração, mastigação,
deglutição, fala e postura corporal
vão sendo desenvolvidas como devem, corretamente.
Junto a esse fundamental desenvolvimento, as carências
afetivas do bebê também vão
sendo saciadas graças ao contato de pele
entre mãe e filho. Toda a sua biopercepção
é estimulada através do cheiro,
gosto, toque, visão e audição.
É quando o bebê sente o cheiro e
o gosto do leite, que o guia em direção
à mama e o estimula a se alimentar até
saciar sua necessidade fisiológica por
alimento. Quando ele, na troca de olhares com
a mãe e na percepção do toque
de suas mãos e do seu abraço, sente-se
seguro e protegido. Ao escutar o batimento cardíaco
materno e a sua respiração se sente
tranqüilo.
Recebe a maior demonstração de amor
e de carinho que todo recém-nascido espera
meses para poder receber. Torna-se uma criança
feliz e saudável. Assim, vemos que a amamentação
em livre demanda não é importante
apenas para nutrir corretamente o bebê,
ela promove o seu desenvolvimento físico
e garante o seu bem estar emocional.
Portanto, amamentar não é somente
alimentar no peito. É a chance que todas
as pessoas precisam ter para se tornarem física
e emocionalmente saudáveis.
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